E aí o mundo muda. Devagar, devagar e de repente, brutal.

Um pesquisador americano chamado James G. March passou décadas estudando como empresas e pessoas aprendem e tomam decisão, e ele mostrou, com dados e modelos concretos, que todo mundo vive num conflito permanente entre duas coisas.

A primeira é ficar cada vez melhor no que já funciona, o que dá resultado agora, é previsível e paga as contas. A segunda é ir atrás do que pode funcionar amanhã, o que é incerto, caro, lento e vai dar resultado só lá na frente, se der.

O problema, meus amigos, é que o curto prazo paga mais rápido que o longo prazo, e aí todo sistema, empresa, pessoa, carreira, vai naturalmente ficando cada vez mais especializado no que já dá certo e vai deixando de se renovar.

March mostrou que isso transforma as pessoas mais talentosas e as empresas mais bem-sucedidas em máquinas perfeitamente ajustadas pra um mundo que deixou de existir.

É como se você ficasse muito, muito bom em digitar com dois dedos. Rápido pra caramba nesses dois dedos. Aí todo mundo começa a usar voz e IA. Mas você continua digitando com dois dedos, cada vez mais veloz, num mundo que não tá mais esperando velocidade de digitação.

Eu vi isso acontecer com marcas que eu admirei muito, com executivos brilhantes, com empreendedores que criaram negócios incríveis, e que foram ficando pra trás não por falta de talento ou de dinheiro, mas por excesso de comprometimento com o que um dia funcionou bem demais.

A grande lição aqui é a seguinte: a pessoa mais perigosamente vulnerável não é aquela que tá passando sufoco. É a que tá indo muito bem e parou de questionar por quê.

E aí eu te pergunto, meu caro: o que você tá explorando hoje, de diferente, de novo, de incerto, que vai garantir que você ainda seja relevante, feliz e crescendo daqui a cinco anos? Ou você tá tão ocupado sendo bom no que já funciona que nem fez essa pergunta?

Esse é o mecanismo mais traiçoeiro que existe, porque ele se disfarça de inteligência. Você não para de explorar por preguiça. Para porque está funcionando. E tudo ao redor confirma que você está certo.

O fracasso te obriga a mudar. O sucesso te convida a ficar onde está.

No dia 14, às 20h, eu abro ao vivo o que aprendi sobre como continuar se movendo quando tudo grita pra você ficar parado. Vou mostrar o que eu precisei aprender na prática para não virar a máquina que March descreveu, perfeita para um mundo que deixou de existir.

18 anos construindo a Reserva me ensinaram uma coisa que nenhum curso de negócios ensina.

De graça. Ao vivo. Dia 14.

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