A criatividade é treinável.

Poucas coisas me irritam tanto quanto ouvir: “Ah, pra você é fácil, você é criativo.”

Como se criatividade fosse um dom genético, uma vocação reservada a alguns escolhidos. Não é. Criatividade é absolutamente treinável.

Criatividade não nasce do DNA. Ela nasce da curiosidade e da busca contínua por referências. Quanto mais livros você lê, mais filmes assiste, mais eventos participa, mais conversas observa, mais variado e profundo será o seu repertório mental.

E o mecanismo é simples: quando pedimos ao cérebro uma ideia, ele não cria do zero. Ele mistura esse acervo de referências e nos devolve algo novo.

Quanto mais você se exercita em conhecimento útil e boas referências, mais forte fica o seu “músculo criativo”

Pense na cena cotidiana de abrir o armário de manhã. Você não nasceu com talento inato para escolher roupas criativas.

O que acontece é que, ao longo da vida, você colecionou imagens de artistas, amigos, pessoas na rua, fotografias em jornais e posts nas redes sociais.

Todas essas referências ficam armazenadas. E, no momento de decidir, seu cérebro faz um mix and match e te entrega o look do dia. Não foi dom. Foi treino.

O começo do fim.

A estagnação começa quando alguém acredita que já sabe tudo. É quando a busca por referências cessa e dá lugar à preguiça.

Esse é o começo do fim da criatividade. Porque criatividade funciona como músculo: se você não exercita, ela atrofia.

A verdadeira matéria-prima da inovação. Existe um mito de que a tecnologia é a base da inovação.

Na verdade, a curiosidade é a matéria-prima. A tecnologia pode ser a ferramenta, o palco, o meio. Mas sem curiosidade, ela não tem vida.

É da curiosidade que nascem as perguntas que te movem a buscar o conhecimento.

E a criatividade é a consequência desse processo de busca por conhecimento.

É dela, e não da genética, que nascem as inovações e as soluções criativas para os problemas do dia a dia.

Em resumo…

Criatividade não é vocacional. É treinável.

E o treino é simples:

• Mantenha a curiosidade viva.

• Colecione referências de todos os tipos.

• Exercite o seu músculo criativo com disciplina. 20-30 minutos de leitura.

Assistir um documentário ou espetáculo interessante. Visitar exposições.

Porque, no fim, as melhores ideias não vêm de quem nasceu “criativo”.

Vêm de quem nunca para de aprender.



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