Você está igual aos competidores do Carl
Eu chamo de o erro que a maioria dos empreendedores comete todo dia sem saber.
Pensa comigo: você já viu aquele empresário que abriu a segunda loja antes de a primeira dar lucro? Que contratou dez funcionários num mês porque “o negócio estava crescendo”? Que lançou três produtos novos ao mesmo tempo porque tinha medo de ficar pra trás? Que assinou um aluguel de ponto comercial caro porque o endereço era bom demais pra deixar passar?
Dois anos depois, a primeira loja fechou. As outras nunca abriram de verdade. E ele ficou com dívida, equipe desmotivada e a sensação de que trabalhou mais do que nunca pra chegar a lugar nenhum.
Suave é rápido. Eu aprendi isso na pele.
Construí a Reserva ao longo de 18 anos. Dezoito anos, meus amigos. Num mercado de moda masculina, que todo mundo chama de chato, de sem margem. A gente não tinha os maiores orçamentos de marketing. Não tinha a loja mais bonita de início. Não tinha os melhores fornecedores no começo. O que a gente tinha era clareza de para onde ia, e a consciência de que construção sólida não tem atalho, mas tem ritmo. E o nosso ritmo era acordado. Era os 85%.
Quando vendi a empresa e entrei como executivo na companhia que a comprou, aprendi o outro lado na marra. Minha agenda foi invadida. Reunião sobre reunião. Aprovação sobre aprovação. Burocracia empilhada em cima de burocracia. Passei a operar a 140%.
Os números eram fantásticos, isso é público. Mas o custo interno era absurdo. Eu sabia que aquilo não era sustentável. Não pra mim. Não pro negócio. Não pra ninguém que se importa de verdade com o que constrói.
Eu decidi sair. Minto. Fugir daquele ambiente. E voltei a construir no meu ritmo.
O empreendedor que vai longe não é o mais acelerado. É o mais consistente.
Porque quando você força o processo, você queima etapas que só o tempo permite consolidar. Você aprende a técnica sem internalizar o fundamento. Você contrata rápido sem criar cultura. Você cresce a receita sem construir a margem.
E aí chega um dia em que a estrutura que você construiu correndo cede, porque ela não foi construída. Foi empilhada.
Mais devagar e sempre te leva muito mais longe do que mais rápido e com vida curta.
A vida é trem bala. Mas pra viver bem ela, você precisa ser a tartaruga, não a lebre. A tartaruga não é lenta. A tartaruga é suave. E suave, rapaziada, é o que vence no longo prazo.
Falei tudo isso porque daqui a 8 dias eu abro sobre o meu próximo negócio.
Uma escola de negócios. Mas não o que você tá imaginando.
Quando a Reserva entrou no mercado de moda masculina em 1999, o mercado todo disse que não havia espaço. Que o segmento era dominado por gigantes. Que moda masculina no Brasil era arroz com feijão;
O que eu quero fazer com esse negócio é exatamente isso. Entrar num mercado dominado por promessas de pessoas que nunca arriscaram e construir algo que seja, de verdade, diferente.
É pra quem tem um negócio funcionando e quer saber por que ele não cresce mais. É pra quem está começando do zero e não quer cometer os erros que todo mundo comete.
Não importa se você toca uma operação na Faria Lima ou uma padaria no interior. Você vai entender o que eu quero dizer quando ver.
Faltam 8 dias.
Pensa bem nisso. Beijão, Fui!
