Gratiluz é o c@ralh*!
A verdade, pessoal, é que às vezes a gente precisa ser ingrato pra poder evoluir, pra poder ser mais feliz.
Depois de uma semana megaprodutiva e absolutamente feliz, estava voltando pro Rio e percebi que estou fazendo o que eu amo muito, tô empreendendo novamente.
E aí, no meio desse caminho de volta pra casa, eu resolvi escrever esse texto para vocês de um insight que eu tive, que eu acho que pode ser muito útil.
Todo mundo fala pra gente que a gente tem que ser sempre grato, né? A tal da gratiluz.
E eu me liguei aqui de uma coisa, que eu acho que é muito importante. Ser grato pode ser péssimo. Pode ser uma cagada pra sua vida. Pode ser uma forma de justificar a sua infelicidade e continuar preso pra sempre nela. E eu vou te explicar o por quê!
A gente aprendeu que toda dor tem que ser resolvida com um muito obrigado. Que basta você agradecer o suficiente, que a tristeza vai sumir. Mas, na prática, isso é só uma forma educada de fugir da verdade, de fugir da solução.
Eu vivi isso na pele.
Depois de quase 20 anos construindo a nossa empresa, a gente vendeu o negócio na nova companhia que comprou a gente. O sucesso foi gigantesco. A gente tava voando profissionalmente. A gente tava pagando também um preço mega alto por isso.
Quando a gente fingia que era grato, que tinha gratidão por fazer parte daquele sucesso, eu, pessoalmente, tava 20kg acima do peso, não fazia atividade física, tava comendo mal, dormindo 4 horas por noite, falando pros outros que eu tinha essa capacidade de dormir pouco e ser produtivo.
A gente tava imerso num ambiente super tóxico. Cortisol super estourado. Com um check-up péssimo nas mãos. O meu médico falou que eu tava “semi tudo". Aquilo era um sinal de alerta que eu precisava.
Porque em meio às listas de gratidão diárias, um dia eu orei pro espelho e eu gritei comigo mesmo. Gratidão é o c@ralh*! Eu não queria mais escrever todos os dias os poucos motivos pelos quais eu era grato. Eu queria trabalhar pra ter que pensar muito, pra descobrir quais eram os poucos motivos pelos quais eu não era grato.
E foi ali que eu realmente virei uma chave muito importante da vida. Ali foi um turning point.
A gente encerrou aquele ciclo. E junto novamente com meus sócios, sempre juntos, a gente decidiu reempreender de novo, agora com um propósito diferente. Nasci ali, na Rebels, pra usar a força do empreendedor brasileiro pra construir um país com mais saúde, com mais benção.
A verdade, pessoal, é que às vezes a gente precisa ser ingrato pra poder evoluir, pra poder ser mais feliz. Ingrato com o emprego que te suga, ingrato com a rotina que te adoece, ingrato com a versão de si mesmo que você finge que ainda tá funcionando.
Ser ingrato, de vez em quando, é um ato de libertação, é um ato de amor próprio.
Porque a gratidão de verdade não vem em forçar sorriso, em forçar vontade. Vem da coragem de dizer isso aqui não me representa mais. Por isso hoje eu sou grato - de verdade.
Mas só porque um dia eu tive a coragem de ser ingrato o bastante, pra mudar a p*rra!
Então, se você ainda tá se sentindo culpado por querer mais, por não se contenta ou por não conseguir agradecer o suficiente, ficar falando gratidão, gratidão, gratidão, gratidão pra se convencer de que você é grato… dá uma respirada aí, filhão.
Porque talvez o primeiro passo pra encontrar paz não é agradecer, é meter o louco e mandar a gratidão pra put@ que o pariu!!!
Sacou? Fui!

