Procura-se empreendedores rebeldes.
Antes, empreendia com capital próprio (bootstrapping) quem não conseguia levantar dinheiro de capital de risco.
Com o avanço da IA e das ferramentas No/LowCode, o chamado “vibe coding” se populariza cada vez mais e, agora — na minha humilde opinião — empreende com capital de risco quem não consegue empreender com capital próprio.
No mundo no qual o custo e o nível de complexidade técnica para o desenvolvimento de produto a cada vez mais caem, é a hora e a vez do que chamo de “empreendedor rebelde”. Ele quer ser dono do seu negócio e não quer que o negócio seja dono dele. Ele empreende seguindo o seguinte framework de negócios:
Rentabilidade em primeiro lugar. Ele coloca a rentabilidade acima do crescimento, sem pressa, para manter a independência. Prefere viver de vender soluções reais para seus clientes, e não de abrir capital para novos sócios. Mantém custos enxutos, paga-se pouco, terceiriza tudo que for possível e vê no lucro o “superpoder” capaz de garantir sua liberdade e paciência.
Community driven. O empreendedor rebelde não depende de grandes recursos nem cria soluções antes de entender as necessidades reais dos clientes. Ele escuta as dores das pessoas e, com uma audiência engajada, constrói uma comunidade forte para cocriar produtos e serviços, seguindo o modelo do funil ACP.
Constrói o mínimo e o mais rápido possível sempre. Ele não espera aprender para começar, começa e aprende no caminho. Com poucos recursos e foco na rentabilidade, escolhe resolver apenas uma solução de cada vez. Faz tudo manualmente no início, ajusta o que for preciso e só depois automatiza, investindo mais tempo em preparação para economizar tempo e dinheiro na execução.
Antes de “montar a máquina de vendas”, ele vende pessoalmente para os 100 primeiros clientes; Ele não empurra o produto. Ouve o cliente, entende seus problemas e o educa sobre a solução, conquistando defensores fiéis. Vê o cliente como seu plano de negócios vivo e mantém proximidade constante. Foca no longo prazo, certo de que a consistência da tartaruga supera a pressa da lebre.
O empreendedor é a marca. O empreendedor rebelde constrói de forma transparente, mostrando nas redes sociais seu produto, conquistas, dúvidas e vulnerabilidades, pois sabe que pessoas se conectam mais com pessoas do que com marcas. Faz isso sozinho ou com apoio de consultorias como a brasileira Blank, referência em marcas pessoais.
Minha casa, minhas regras. O empreendedor rebelde sabe que a cultura é o pilar mais importante do negócio. Ao contratar com base em valores sólidos e visão de longo prazo, cria um ambiente onde as pessoas encontram propósito e prazer no trabalho, algo que considera sua maior força.
Ter tempo é ser rico.
Por não ter pressa, ele tem tempo.
Tempo para viver, pensar, viajar, pesquisar, contratar, treinar, testar e se apaixonar diariamente pelos novos e velhos desafios.
Se você, assim como eu, é um deles, acesse Rebels.cc para entender como podemos ser sócios e, caso faça sentido, preencha o formulário 😉!

