Você acredita em sorte?

Porque eu acreditava. Até perceber uma coisa simples:

A maioria das pessoas “sortudas” são sempre aquelas que tentaram mais vezes.

A gente cresceu ouvindo que sorte é um relâmpago. Que ela cai do céu, pra quem tá no lugar certo, na hora certa.

Mas depois de ver dezenas de empreendedores construindo marcas do zero e viver isso na pele por quase duas décadas, eu percebi o que ninguém fala:

Sorte não é mágica. É estatística. É insistência. É frequência.

Quer ter mais sorte?

Então estude mais, escreva mais, construa mais, insista mais, conecte-se com mais pessoas, levante e ande sem parar ou olhar pra trás.

Cada uma das suas ações é uma ficha nova e a mais no jogo. É um dado seu a mais rodando na roleta da oportunidade da vida. É você dizendo pro mundo:

“Eu tô aqui, porra! E quanto mais você me bater, mais rápido eu vou levantar e andar.”

Essa semana eu vi um post do meu amigo Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos.

Nele, ele narrava o novo manifesto da marca. Sobre a sorte.

Ele contou que teve sorte ao ser demitido. Sorte ao perder tudo. Sorte por ter tanta vergonha que decidiu mudar de cidade. Sorte por ter que vender o carro pra fundar a XP.

Sim, a sorte dos vitoriosos não mora só nos picos, mas principalmente nos vales.

Porque eles fazem do “azar” não a sua kriptonita… mas a fonte suprema de energia e resiliência.

Na Reserva, a gente também teve muita sorte.

Mas ninguém nos viu quando passamos quase uma década vendendo de porta em porta e sendo ignorados, quando antecipávamos o recebível do cartão pra pagar luz e telefone, enquanto eu fazia postagens nas mídias por anos sem receber quase nenhuma atenção ou quando permutamos roupas por móveis de brechó para abrir nossa primeira “enorme” loja de 33m2.

Sorte? Não. A gente só seguiu tentando mais do que os outros. Quando ninguém via.

A J.K. Rowling teve muita sorte com o livro que escreveu: Harry Potter. Ela estava desempregada, criando a filha sozinha, vivendo com ajuda do governo britânico. Escrevia os primeiros rascunhos de Harry Potter em cafeterias porque não tinha dinheiro pra pagar o aquecimento de casa.

Levou 12 recusas de editoras antes de receber o primeiro “sim”.

Sorte? Não. Volume, resiliência e insistência.

Porque a verdade é que sorte não é o que te escolhe. É o que você constrói.

Ela aparece pra quem aguenta insistir mesmo sem plateia.

Pra quem banca o processo, mesmo no silêncio.

Pra quem continua fazendo, mesmo quando ninguém responde.

Então, se você quer aumentar suas chances: apareça, produza, compartilhe, conecte e principalmente: continue.

Porque o mundo não recompensa quem só sonha.

Recompensa quem não para de fazer, até que chamem isso de sorte.



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